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Penetrália
 


T e pessoal: o ouro já é nosso, tanto em jornalismo quanto em natação. Leiam o editorial abaixo….

“O Ouro já é Nosso!” (editorial do jornal Fique Sabendo, Bom Despacho, MG, 16 a 31 de agosto)

São 277 atletas brasileiros nessas olimpíadas de Pequim, onde tem inúmeros competidores de alto nível. Um deles pode ser citado sem comparações é o americano Maycon Phelphes, um verdadeiro fenômeno da natação mundial. De qualquer forma, esses desportistas estão tentando levar o nome do Brasil ao ponto mais alto do pódio.
Apesar de ter ganhado poucas medalhas, ainda se pode valorizar esses atletas, pois é notória a falta de apoio ao esporte especializado no país. O esporte, na maioria das vezes, é deixado de lado pelo governo brasileiro. A prova disso são os resultados obtidos nos últimos jogos olímpicos.
Não se pode comparar, mas os EUA dão show no que diz respeito à conquista de medalhas. Considerada uma potência em diversas modalidades, os americanos valorizam de verdade seus atletas e com isso os favorecem de várias formas no esporte. Nos Estados Unidos, por exemplo, as Universidades dão Bolsa de Estudos a jovens desportistas, o que lhes garante um futuro promissor.
O basquete universitário nos Estados Unidos revelam todos anos, atletas de alto nível. Quem dera se isso acontecesse no Brasil, onde a maioria das universidades sugam o dinheiro de seus alunos de forma tão ríspida e sem pena do tal ser pobre. Na verdade, o Brasil está a milhões de distância de se tornar uma referência no esporte, porque esse conceito, ainda não apresenta projetos de fazer dessa nação um ´espelho´ para outros competidores.
Existe a expectativa do Brasil nessas olimpíadas faturar um maior número de conquista de medalhas. Porém, até o momento, não se viu o esperado. Mas é para tanto, porque o país continua sendo ´o país do futebol´ e tem que aprender muito sobre as outras modalidades. Talvez chegou a hora disso acontecer, porque nossos atletas merecem, não só a nossa torcida, mas quem sabe, o nosso respeito.



Escrito por lucemiro às 13h01
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Não é a opinião da REDE GLOBO, repleta de mulheres em formato de melancia, melão, abacate, abóbora, todas em carruagens que se desfazem à meia noite, assim que milhões de telespectadores decidem quem sai e quem fica no BBB. O anúncio é pomposo e feito por Pedro Bial. Tem experiência com trânsito em vários países e, certamente, conhece as vitrines de Amsterdã.

 

E tampouco a opinião do Vaticano. O órgão oficial da Santa Sé, L'OSSERVATORE ROMANO, publicou no dia internacional da mulher que a maior conquista feminina foi a máquina de lavar. A conclusão aconteceu depois de um acalorado debate entre várias tendências de opinião. Na edição do jornal é possível encontrar uma breve história da máquina de lavar, desde os primórdios do notável avanço da tecnologia, 1767, para concluir que é possível à mulher tomar um cappuccino e conversar com qualquer amiga, enquanto a máquina executa o seu trabalho. É só colocar um pouco de detergente. E pronto. Cachoalha tudo. E ainda enxágua e centrifuga. Resta inventar o robô que pendure as roupas.

 

Mas já já os japoneses darão um jeito nisso. Assim que a crise passar e numa dessas feiras futurista a um iene o ingresso e algo em torno de uns dois mil, você poderá comprar e presentear sua companheira, amiga, colega, com um robô que completa a máquina de lavar. Retira, sacode três vezes e então pendura a roupa em varais adrede preparados.

 

Nesse caso vai ser possível tomar dois capuccinos. E não duvidem, em breve também anúncio de marcas de cappuccino associadas à conquista da mulher, a máquina de lavar. Vão dizer em todas as telinhas do mundo que “seja mais livre tomando cappuccino tal”. É só não tomar o tal de “três corações”, que é de uma empresa de Israel, o resto tudo bem, dá para agüentar.

 

D. José Gomes Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife deveria liderar uma campanha para arrecadar fundos e comprar máquinas de lavar para todas as lavadeiras ribeirinhas da região de sua arquidiocese. A tarefa de colocar detergente seria passada de mãe para filha e os pais e padrastos teriam que ficar pelo menos dois quilômetros afastados para evitar qualquer problema mais grave. Se bem que estupro não é problema, problema é aborto.

 

O texto divulgado pela agência REUTERS e extraído do jornal oficial do Vaticano foi escrito por uma mulher e é um primor.

 

Ei-lo - "O que no século XX fez mais para liberar as mulheres ocidentais?", questiona o artigo, escrito por uma mulher. "O debate é acalorado. Alguns dizem que a pílula, alguns dizem que o direito ao aborto, e alguns (dizem que) o direito a trabalhar fora de casa. Alguns, porém, ousam ir além: a máquina de lavar."

 

Esse “ousam ir além” é uma revelação filosófica de relevância inigualável desde que Galileu Galilei percebeu que a Terra girava ao redor do Sol e não o contrário. Ainda que tivesse que engolir o que chamavam de geocentrismo. É o próprio “ergo sum est” de Descartes.

 

Eu, por exemplo, descobri, aposto que muitos, que a busca por proporcionar esse avanço à mulher vem desde 1767. Pós Renascimento. Ainda éramos colônia e Napoleão só viria a nascer dois anos depois. Decapitaram Maria Antonieta por engano. A pobre senhora só recomendara às lavadeiras de Paris – ou de Portugal, na voz de Amália Rodrigues – que comessem brioche ao invés de pão se o farináceo estava em falta.

 

E como estava.

 

Nem Júlio Verne

 

Por curiosidade, já que nada acontece por acaso, a palavra fado vem do latim e significa “destino”. No centenário de Ataulfo Alves que não tem nada a ver com isso e nem Amélia, que se prestarmos bem atenção à letra de Mário Lago, é o oposto do que imaginam.

 

Que me perdoem a comparação, de certa forma grosseira, mas há uma história sobre arqueólogos que encontram uma língua humana no século XXX e ficam matutando o que seria aquilo, até que Matusalém se materializa e proclama – “órgão sexual usado pelos antigos” –.

 

No século XXV, antes do século XXX, os sobreviventes irão se perguntar o que seria o esqueleto de um suposto humano do século XXI e não vai haver necessidade de nenhum Matusalém. Basta um espelho. Objeto construído e moldado pelo capitalismo a partir de uma telinha que era possível ser encontrada em todas as residências ou assim ditas, onde Willian Bonner, um anjo descido das profundezas, é possível descer das profundezas nesse caso, vendia a idéia que o banco do Ermírio de Moraes estava a um passo de inventar que além de pendurar a roupa. Dobrava, passava e ainda guardava e, se adequadamente programado, vestia e desvestia. Os cofres públicos.

 

O robô que tentaram inventar para amar deu um chilique, destrambelhou e não se sabe se conseguiram chegar um bom termo. Mas a conquista da máquina de lavar essa é irreversível.

 

Sabe aquela história de Ivo Jima? Aquela que os caras fincam a bandeira dos EUA depois de uma luta encarniçada contra os ferozes soldados de Hiroito e depois se revelou ser uma tremenda farsa, pura propaganda?

 

É por aí.Santa Brastemp, Santa Cônsul, Santa Eletrolux e um monte de detergentes querendo o privilégio de fazer parte dessa procissão miraculosa.

 

Entendi agora o “lavar mais branco”, o “tirar todas as manchas”. Pureza, castidade renovada a cada lavada.

 

E um cappuccino com a amiga, ou com as amigas, depende da capacidade de devoção à máquina.

 

Os caras aqui embaixo não arranjaram um bezerro de ouro enquanto Moisés aguardava a tábua dos dez mandamentos? Não continuam adorando até hoje?

 

Isso deve ser um complô para desmoralizar o termo revolução. Com certeza. E ainda mais depois que o “general” Nelson Jobim disse que vai autorizar a Colômbia a invadir o território brasileiro para acabar com as FARCs. Num raio de cinqüenta quilômetros do nosso espaço aéreo.

 

Pasmem-se! É ministro de Lula. Já as máquinas você encontra na versão seis ou nove litros e se tiver uma lavanderia, a industrial. Jobim não. Custa uma nota, mas está disponível. É algo como a máquina de 1767. O novo é Gilmar Mendes.

 

O bobo é Lula.

 

E quem paga a conta somos nós.



Escrito por lucemiro às 12h21
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